segunda-feira, 31 de maio de 2010

quinta-feira, 27 de maio de 2010

INCERTEZAS - PARTE FINAL


O pecado do homem mortal está na sua vontade de ser imortal, posto que é chama e chama é findável. Por que este ser tende a querer desafiar os desígnios de Deus-pai. Será a tristeza de achar-se um ser mortal? Será a vontade inconsciente de tornar-se imortal? Pequeno e mórbido desejo impossível.


O pecado do homem está cravado em sua alma e dele tenta se desvencilhar quando pretende ser imortal, a busca pela imortalidade, através dos séculos tem levado o ser humano a reconhecer sua ínfima condição de ser obscuro, ser vigilante, ser ignóbil, buscando desafiar Deus, e prematuramente tentar a caminho dos deuses, a imortalidade da carne. Seu eterno apego às coisas da matéria tem levado o homem a deslizes de consequências fatais para sua existência terrena.



Seu objetivo nefasto de tornar sua imagem corporal eterna tem levado o homem a cometer crimes inomináveis contra sua condição humana, a imortalidade da alma não está necessariamente no corpo vivo.


Este equívoco, provoca no homem momentos de estrema incoerência na sua trajetória de vida, o corpo como a casa primeira do ser deveria ser respeitado e resgatado, para ser vivido e entendido, sem ser dilacerado pela alma pequena de seres ávidos e, de momentos de poder eterno sobre a sua própria existência terrena.



A incerteza da vida tem levado o homem a se preocupar com a morte, não pensando que ela é o destino certo de quem vive, mas como uma fatalidade que espreita o homem na sua longa e árdua existência. Devemos encará-la como momento definitivo e inevitável da vida. Afinal somente uma coisa é definitivamente certa em nossa pobre, infeliz e sofrida existência terrena - a morte.

Fim


C@urosa


segunda-feira, 24 de maio de 2010

MÚSICA DE QUALIDADE







"Há um vilarejo ali
Onde areja um vento bom
Na varanda, quem descansa
Vê o horizonte deitar no chão

Pra acalmar o coração
Lá o mundo tem razão
Terra de heróis, lares de mãe
Paraiso se mudou para lá

Por cima das casas, cal
Frutas em qualquer quintal
Peitos fartos, filhos fortes
Sonho semeando o mundo real

Toda gente cabe lá
Palestina, Shangri-lá
Vem andar e voa
Vem andar e voa
Vem andar e voa

Lá o tempo espera
Lá é primavera
Portas e janelas ficam sempre abertas
Pra sorte entrar

Em todas as mesas, pão
Flores enfeitando
Os caminhos, os vestidos, os destinos
E essa canção

Tem um verdadeiro amor
Para quando você for"



C@urosa

sexta-feira, 21 de maio de 2010

FELICIDADE URGENTE





Na verdade, a boa ideologia...


é a paz e a harmonia,


muito amor fraterno, pleno e


felicidade urgente para todos.

C@urosa

terça-feira, 18 de maio de 2010

Do baú do Carlinhos...



Ideologia? Será que eu preciso de uma para viver?Num país onde impera a injustiça e a desonestidade. Num país em que milhões morrem sem saúde digna. Num país sem saneamento básico. Num país onde as crianças adoecem e morrem porque não são vacinas. Num país onde legislativo, executivo e judiciário estão contaminados pela corrupção desenfreada.Num país de corruptos oficiais.Num país com uma educação caótica e milhares de analfabetos funcionais.

Ideologia? Será que eu preciso de uma para viver?Num mundo onde prevalece os interesses do capitalismo selvagem.Num mundo onde se mata e se morre em nome da paz.Num mundo onde a vida vale cada vez menos.Num mundo onde o ricos poluem e os pobres morrem de fome.Num mundo onde as riquezas são para satisfazer os interesses mesquinhos de falsos líderes populistas.

Ideologia? Será que eu preciso de uma para viver?Eu quero é dignidade para meus irmãos, eu quero é paz e saúde, educação e justiça social, eu quero um mundo melhor. Ideologia. . . Salve Cazuza!!!


C@urosa

quinta-feira, 13 de maio de 2010

MEU POETA


As sem - razões do amor


Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
E nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
E com amor não se paga.

Amor é dado de graça
É semeado no vento,
Na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
E a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
Bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
Não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
Feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
E da morte vencedor,
Por mais que o matem (e matam)
A cada instante de amor.


Carlos Drummond de Andrade

C@urosa

  Imagem fantástica na rede 💕caurosa