segunda-feira, 30 de julho de 2012

Imagem fantástica da minha terra.



Imagem fantástica,
da minha terra querida,
a praça de muitas lembranças.
Hoje não és a mesma.
Mas não importa!
Continuam vivos
os felizes momentos.


c@urosa




quarta-feira, 18 de julho de 2012

POEMA DA TARDE


    Sou o Espírito da treva,
    A Noite me traz e leva;


    Moro à beira irreal da Vida,
    Sua onda indefinida



    Refresca-me a alma de espuma...
    Pra além do mar há a bruma...



    E pra aquém? há Cousa ou Fim?
    Nunca olhei para trás de mim...



    Fernando Pessoa

terça-feira, 17 de julho de 2012

POEMA DA TARDE





Não te quero senão porque te quero,
e de querer-te a não te querer chego,
e de esperar-te quando não te espero,
passa o meu coração do frio ao fogo.
Quero-te só porque a ti te quero,
Odeio-te sem fim e odiando te rogo,
e a medida do meu amor viajante,
é não te ver e amar-te,
como um cego.

Tal vez consumirá a luz de Janeiro,
seu raio cruel meu coração inteiro,
roubando-me a chave do sossego,
nesta história só eu me morro,
e morrerei de amor porque te quero,
porque te quero amor,
a sangue e fogo.

PABLO NERUDA

segunda-feira, 9 de julho de 2012




Esperança
Mário Quintana

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA..
.

Texto extraído do livro "
Nova Antologia Poética", Editora Globo - São Paulo, 1998, pág. 118.

quinta-feira, 5 de julho de 2012




POEMA DA NOITE


O Silêncio Das Estrelas

Lenine

Solidão, o silêncio das estrelas, a ilusão
Eu pensei que tinha o mundo em minhas mãos
Como um deus e amanheço mortal

E assim, repetindo os mesmos erros, dói em mim
Ver que toda essa procura não tem fim
E o que é que eu procuro afinal?

Um sinal, uma porta pro infinito, o irreal
O que não pode ser dito, afinal
Ser um homem em busca de mais, de mais...
Afinal, como estrelas que brilham em paz, em paz...

Solidão, o silêncio das estrelas, a ilusão
Eu pensei que tinha o mundo em minhas mãos
Como um deus e amanheço mortal

Um sinal, uma porta pro infinito, o irreal
O que não pode ser dito, afinal

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