sábado, 31 de dezembro de 2011

UM NOVO ANO.

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UM NOVO ANO.
UM ANO EM QUE RENOVAREMOS AS ESPERANÇAS
DE CONSTRUIRMOS UM MUNDO MELHOR,
MAIS FRATERNO, MAIS JUSTO E MAIS FELIZ.
ONDE TENHAMOS MENOS INJUSTIÇAS,
MENOS MISÉRIAS E MENOS VIOLÊNCIA.
ONDE REINE A PAZ, A HARMONIA.
E A FELICIDADE ESTEJA ESTAMPADA
NOS ROSTOS DE TODOS OS HOMENS E MULHERES DESTE PLANETA.
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AOS AMIGOS,
HOMENS E MULHERES,
QUE POR AQUI PASSARAM, UM FORTE
E FRATERNO ABRAÇO.
AGRADEÇO AOS GENTIS COMENTÁRIOS.
QUE NO PRÓXIMO ANO, TODOS OS NOSSOS PROJETOS
SE TORNEM REALIDADE.
UM BEIJO CARINHOSO
NOS CORAÇÕES DE TODOS.
champanhec@urosa

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

POEMA DA SEMANA





BILHETE



Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...
Mário Quintana 



                                                                    

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

FELIZ NATAL


"Num meio dia de fim de primavera
Tive um sonho como uma fotografia
Vi Jesus Cristo descer à terra,
Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e a rolar-se pela erva
E a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se de longe."

fernando pessoa




segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

POIS É...







Vou-me Embora pra Pasárgada



Vou-me embora pra Pasárgada

Lá sou amigo do rei

Lá tenho a mulher que eu quero

Na cama que escolherei



Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada

Aqui eu não sou feliz

Lá a existência é uma aventura

De tal modo inconseqüente

Que Joana a Louca de Espanha

Rainha e falsa demente

Vem a ser contraparente

Da nora que nunca tive



E como farei ginástica

Andarei de bicicleta

Montarei em burro brabo

Subirei no pau-de-sebo

Tomarei banhos de mar!

E quando estiver cansado

Deito na beira do rio

Mando chamar a mãe-d'água

Pra me contar as histórias

Que no tempo de eu menino

Rosa vinha me contar

Vou-me embora pra Pasárgada



Em Pasárgada tem tudo

É outra civilização

Tem um processo seguro

De impedir a concepção

Tem telefone automático

Tem alcalóide à vontade

Tem prostitutas bonitas

Para a gente namorar



E quando eu estiver mais triste

Mas triste de não ter jeito

Quando de noite me der

Vontade de me matar

— Lá sou amigo do rei —

Terei a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada.


Manuel Bandeira

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Pessoa genial!




O guardador de rebanhos - VIII
Fernando Pessoa(Alberto Caeiro)


Num meio dia de fim de primavera
Tive um sonho como uma fotografia
Vi Jesus Cristo descer à terra,
Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e a rolar-se pela erva
E a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se de longe.

Tinha fugido do céu,
Era nosso demais para fingir
De segunda pessoa da Trindade.
No céu era tudo falso, tudo em desacordo
Com flores e árvores e pedras,
No céu tinha que estar sempre sério
E de vez em quando de se tornar outra vez homem

E subir para a cruz, e estar sempre a morrer
Com uma coroa toda à roda de espinhos
E os pés espetados por um prego com cabeça,
E até com um trapo à roda da cintura
Como os pretos nas ilustrações.
Nem sequer o deixavam ter pai e mãe
Como as outras crianças.
O seu pai era duas pessoas -
Um velho chamado José, que era carpinteiro,
E que não era pai dele;
E o outro pai era uma pomba estúpida,
A única pomba feia do mundo
Porque não era do mundo nem era pomba.
E a sua mãe não tinha amado antes de o ter.

Não era mulher: era uma mala
Em que ele tinha vindo do céu.
E queriam que ele, que só nascera da mãe,
E nunca tivera pai para amar com respeito,
Pregasse a bondade e a justiça!

Um dia que Deus estava a dormir
E o Espírito Santo andava a voar,
Ele foi à caixa dos milagres e roubou três,
Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido.
Com o segundo criou-se eternamente humano e menino.
Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz

E deixou-o pregado na cruz que há no céu
E serve de modelo às outras.
Depois fugiu para o sol
E desceu pelo primeiro raio que apanhou.
Hoje vive na minha aldeia comigo.
É uma criança bonita de riso e natural.
Limpa o nariz no braço direito,
Chapinha nas poças de água,
Colhe as flores e gosta delas e esquece-as.
Atira pedras nos burros,
Rouba as frutas dos pomares
E foge a chorar e a gritar dos cães.
E, porque sabe que elas não gostam
E que toda a gente acha graça,
Corre atrás das raparigas
Que vão em ranchos pelas estradas
Com as bilhas às cabeças
E levanta-lhes as saias.

A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as cousas,
Aponta-me todas as cousas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas.

Diz-me muito mal de Deus,
Diz que ele é um velho estúpido e doente,
Sempre a escarrar no chão
E a dizer indecências.
A Virgem Maria leva as tardes da eternidade a fazer meia,
E o Espírito Santo coça-se com o bico
E empoleira-se nas cadeiras e suja-as.
Tudo no céu é estúpido como a Igreja Católica.

Diz-me que Deus não percebe nada
Das coisas que criou -
"Se é que as criou, do que duvido" -
"Ele diz, por exemplo, que os seres cantam a sua glória,
mas os seres não cantam nada,
se cantassem seriam cantores.
Os seres existem e mais nada,
E por isso se chamam seres".
E depois, cansado de dizer mal de Deus,
O Menino Jesus adormece nos meus braços
E eu levo-o ao colo para casa.
..........................................................................

Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro.
Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava.
Ele é o humano que é natural,
Ele é o divino que sorri e que brinca.
E por isso é que eu sei com toda a certeza
Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.
E a criança tão humana que é divina
É esta minha quotidiana vida de poeta,
E é porque ele anda sempre comigo que eu sou poeta sempre,
E que o meu mínimo olhar
Me enche de sensação,
E o mais pequeno som, seja do que for,
Parece falar comigo.

A Criança Nova que habita onde vivo
Dá-me uma mão a mim
E a outra a tudo que existe
E assim vamos os três pelo caminho que houver,
Saltando e cantando e rindo
E gozando o nosso segredo comum
Que é o de saber por toda a parte
Que não há mistério no mundo
E que tudo vale a pena.

A Criança Eterna acompanha-me sempre.
A direção do meu olhar é o seu dedo apontando.
O meu ouvido atento alegremente a todos os sons
São as cócegas que ele me faz, brincando, nas orelhas.
Damo-nos tão bem um com o outro
Na companhia de tudo
Que nunca pensamos um no outro,
Mas vivemos juntos a dois
Com um acordo íntimo
Como a mão direita e a esquerda.

Ao anoitecer brincamos as cinco pedrinhas
No degrau da porta de casa,
Graves como convém a um deus e a um poeta,
E como se cada pedra
Fosse todo o universo
E fosse por isso um grande perigo para ela
Deixá-la cair no chão.

Depois eu conto-lhe histórias das cousas só dos homens
E ele sorri, porque tudo é incrível.
Ri dos reis e dos que não são reis,
E tem pena de ouvir falar das guerras,
E dos comércios, e dos navios
Que ficam fumo no ar dos altos-mares.
Porque ele sabe que tudo isso falta àquela verdade

Que uma flor tem ao florescer
E que anda com a luz do sol
A variar os montes e os vales,
E a fazer doer aos olhos os muros caiados.
Depois ele adormece e eu deito-o
Levo-o ao colo para dentro de casa
E deito-o, despindo-o lentamente
E como seguindo um ritual muito limpo
E todo materno até ele estar nu.

Ele dorme dentro da minha alma
E às vezes acorda de noite
E brinca com os meus sonhos,
Vira uns de pernas para o ar,
Põe uns em cima dos outros
E bate as palmas sozinho
Sorrindo para o meu sono.
.................................................................................

Quando eu morrer, filhinho,
Seja eu a criança, o mais pequeno.
Pega-me tu no colo
E leva-me para dentro da tua casa.
Despe o meu ser cansado e humano
E deita-me na tua cama.
E conta-me histórias, caso eu acorde,
Para eu tornar a adormecer.
E dá-me sonhos teus para eu brincar
Até que nasça qualquer dia
Que tu sabes qual é.
....................................................................................

Esta é a história do meu Menino Jesus,
Por que razão que se perceba
Não há de ser ela mais verdadeira
Que tudo quanto os filósofos pensam
E tudo quanto as religiões ensinam?

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

PRAZER...




Uma taça...
 Beber do vinho... todo o seu frescor.
O prazer sutil,
varou a noite imensa...

Um amor ...
Sorver do prazer... todo o seu ardor.
O prazer febril,
varou a noite intensa...

Carlos Rosa


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Baú do Carlinhos



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Nas ondas do Rádio
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O rádio foi um dos mais importantes meios de comunicação em minha formação de cidadão e profissional. A cidadania me parece que começa quando nós somos conscientemente inseridos no meio social em que vivemos, e a minha leitura deste meio social veio, certamente, através do rádio, que era o veículo de comunicação de maior acesso em minha infância e adolescência.
Através do rádio eu tinha contato com a realidade do dia-a-dia , o cotidiano, muitas vezes violento da cidade, com a fantasia das novelas do rádio e com os programas de auditório e humorísticos . E com o mais importante e fantástico meio formador e educacional para um indivíduo: o Esporte, principalmente o Futebol. Foi através do rádio que o Futebol e o Basquetebol entraram em minha vida, ouvindo e torcendo pelos grandes ídolos desses esportes.
Vivemos um momento de crescente modernidade e novidades. No que se refere às novas tecnologias de informação, a velocidade com que surgem novos e maravilhosos veículos transmissores de cultura, entretenimento e lazer é enorme. O rádio possui ainda um espaço neste disputado meio, logicamente que menos atrativo, mas ainda muito veloz e produtivo. Cabe aos profissionais, interessados em trabalhar o rádio como meio de transmissão cultural e educacional, usarem de criatividade e força de vontade, para que o seu uso e interesse  voltem a crescer.
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A escola e os gestores da Educação, atualmente, pouco ou quase nada têm valorizado o rádio. Os investimentos e a sua inserção no meio escolar é muito pequena. O desinteresse dos alunos e professores vem desta falta de investimento neste poderoso meio de comunicação.
Eu vejo um potencial enorme no rádio como um veículo que ainda poderá render muitos projetos criativos e úteis para o processo de ensino e aprendizagem nas unidades escolares em nosso país. Sem querer ser redundante, para que isso aconteça, precisamos, com urgência, é de estímulo, muita formação, recursos materiais e financeiros.
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domingo, 27 de novembro de 2011

Instante

(imagem: net)



O que um rosto desenha:


a vida que está entre
santo e senha;



o nó que os cabelos atam
quando se desatam;



um tremer de lábios que
surpreende os mais sábios;



um fulgor de olhos
em que a luz se suspende;



a voz que se ouve
quando o amor se rende.


Nuno Júdice

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

HUMOR NA GRANDE REDE




O que escrever em seu túmulo se você é....




ESPÍRITA
Volto já.


INTERNAUTA

AGRÔNOMO
Favor regar o solo com  Neguvon. Evita Vermes.


ALCOÓLATRA
Enfim, sóbrio.

ARQUEÓLOGO
Enfim, fóssil.

ASSISTENTE SOCIAL
Alguém aí, me ajude!

BROTHER
Fui.

CARTUNISTA
Partiu sem deixar traços.

DELEGADO
Tá olhando o quê? Circulando, circulando...

ECOLOGISTA
Entrei em extinção.

                                      
ENÓLOGO
Cadáver envelhecido em caixão de carvalho, aroma Formol e after tasting que denota presença de Microorganismos diversos.

FUNCIONÁRIO PÚBLICO
É no túmulo ao lado.

GARANHÃO
Rígido, como sempre.


                                          GAY
Virei purpurina.

                                        
HERÓI
Corri para o lado errado.

HIPOCONDRÍACO
Eu não disse que estava doente?!?!


HUMORISTA
Isto não tem a menor graça.

JANGADEIRO DIABÉTICO
Foi doce morrer no mar.

JUDEU
O que vocês estão fazendo aqui? Quem está tomando Conta do lojinha?


PESSIMISTA
Aposto que está fazendo o maior frio no inferno.


PSICANALISTA
A eternidade não passa de um complexo de superioridade mal resolvido.

SANITARISTA
Sujou!!!


SEX SYMBOL
Agora, só a terra vai comer.

VICIADO
Enfim, pó!


PROFESSOR
ATÉ QUE ENFIM, ESTOU APOSENTADO!!! KKKKKKK

ADVOGADO
     Disseram que morri.... mas vou recorrer!!!





quinta-feira, 17 de novembro de 2011

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Cenas de Cinema - Harold Lloyd







Harold Lloyd (BurchardNebraska20 de abril de 1893 - Beverly HillsCalifórnia8 de março de 1971), foi um ator de cinema norte-americano. Criou um tipo cômico de grande sucesso na era do cinema mudo americano. Fez 206 filmes durante a sua carreira, a grande maioria na era do cinema mudo, sendo considerado, junto com Charles Chaplin e Buster Keaton, um dos maiores comediantes da época. Até o final dos anos 30 fez filmes com menos freqüência e no final dos anos 40 protagonizou seu último filme e se aposentou, mas no começo dos anos 60 dirigiu sem créditos um filme que era uma compilação de cenas de seus antigos filmes.
No início de sua carreira, Harold Lloyd poderia se considerado só mais uma imitação de Chaplin, mas com roupas apertadas. Com o tempo, acabou trocando o bigodinho por um chapéu de palha e um óculos tartaruga, com certa elegância; "pouco inteligente mas afortunado" poderia ser o lema do personagem. Representava o americano médio confrontado pela freneticidade da urbanização: arranha-céus, negócios, médicos charlatões. Em Safety Last, "o garoto" (como é chamado no filme) que, pelo desenrolar da trama, começa a escalar um edifício pelo lado de fora e não tem como descer, nem consegue penetrar por uma janela - precisa continuar a subir e, numa dessas, para não cair, agarra-se ao ponteiro de minutos do relógio na torre do prédio. Uma personalidade baseada na ausência de personalidade.
(fonte: Wikipédia)






quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Lua calma






IMENSA NOITE DE PAIXÃO.
USAMOS E ABUSAMOS
DO DIREITO DE  AMAR.
INTENSA NOITE DE TESÃO.
USAMOS E ABUSAMOS
DO DIREITO DE  ACARICIAR,
O CLÍMAX FOI TOTAL
NUM FUROR SELVAGEM...ANIMAL.
O AMOR FLUIU PLENO.
HAVIA, NA NOITE SERENA,
UMA LUA CALMA
A NOS CONTEMPLAR.

CARLOS  ROSA




segunda-feira, 7 de novembro de 2011

PENSAMENTOS MODERNOS



PENSAMENTOS  DE ABRAHAM MASLOW



*O homem criativo não é um homem comum ao qual se acrescentou algo. Criativo é o homem comum do qual nada se tirou.

*O que é necessário para mudar uma pessoa é mudar sua consciência de si mesma

*Para quem só sabe usar martelo, todo problema é um prego.


*Podemos escolher recuar em direção à segurança ou avançar em direção ao crescimento. A opção pelo crescimento tem que ser feita repetidas vezes. E o medo tem que ser superado a cada momento.






Abraham Maslow (1 de Abril de 1908, Nova Iorque — 8 de Junho de 1970, Califórnia) foi um psicólogo americano, conhecido pela proposta hierarquia de necessidades de Maslow. Trabalhou no MIT, fundando o centro de pesquisa National Laboratories for Group Dynamics.
A pesquisa mais famosa foi realizada em 1946, em Connecticut, numa área de conflitos entre as comunidades negra e judaica. Aqui, ele concluiu que reunir grupos de pessoas era uma das melhores formas de expor as áreas de conflito. Estes grupos, denominados T-groups (o «T» significa training, ou seja, formação), tinham como teoria subjacente o fato de os padrões comportamentais terem que ser «descongelados» antes de serem alterados e depois «congelados» novamente — os T-groups eram uma forma de fazer com que isto acontecesse.

Maslow trouxe, para a psicologia que havia fundado, estudos sobre a pirâmide de necessidades humanas. Para ele, as necessidades fisiológicas precisam ser saciadas para que se precise saciar as necessidades de segurança. Estas, se saciadas, abrem campo para as necessidades sociais, que se saciadas, abrem espaço para as necessidades de auto-estima. Se uma destas necessidades não está saciada, há a incongruência. Quando todas estiverem de acordo, abre-se espaço para a auto-realização, que é um aspecto de felicidade do indivíduo.

Maslow estava insatisfeito com sua própria teoria, dizendo que faltava-lhe o fato de o homem ser um ser espiritualizado. Para ele, era importante a espiritualidade e as características da consciência alterada, teoria de Stanislav Grof. Criou então, com ajuda de outros psicólogos, uma teoria que era abrangente nesse aspecto. Incorporou ideias de Carl G. Jung, que era um estudioso dos aspectos transcendentais da consciência, na Psicologia transpessoal. Esta fala de vários níveis de consciência, que vão do mais obscuro, (a sombra), até o mais alto grau de consciência, o transpessoal. Por ter seu foco na consciência e seus aspectos, foi também chamada de psicologia da consciência. Seu estudo é recente e traz características que necessitam de um aprofundamento maior.

(fonte: wikipedia, netpesquisa, google.com)

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Uma Arte


A arte de perder não é nenhum mistério
tantas coisas contém em si o acidente
de perdê-las, que perder não é nada sério.
Perca um pouco a cada dia. Aceite austero,
a chave perdida, a hora gasta bestamente.
A arte de perder não é nenhum mistério.
Depois perca mais rápido, com mais critério:
lugares, nomes, a escala subseqüente
da viagem não feita. Nada disso é sério.
Perdi o relógio de mamãe. Ah! E nem quero
lembrar a perda de três casas excelentes.
A arte de perder não é nenhum mistério.
Perdi duas cidades lindas. Um império
que era meu, dois rios, e mais um continente.
Tenho saudade deles. Mas não é nada sério.
Mesmo perder você ( a voz, o ar etéreo, que eu amo)
não muda nada. Pois é evidente
que a arte de perder não chega a ser um mistério
por muito que pareça (escreve) muito sério.
(Elizabeth Bishop; tradução de Paulo Henriques Brito)

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