sábado, 21 de maio de 2016

Poema da tarde




Eternidade 

Ele reviu-se:
não era mais
nem corpo
nem sombra
nem escombros.

Como foi isso?
Tudo irreal:
um barco
sem mar
a boiar.

Ele sentiu-se:
recomeçava.
Vivera
Morrendo
Numa estrela.

Ele despiu-se
de quê?
De tudo
que amara.
Surdo-mudo
cegara
Agora vê.


Jorge de Lima

2 comentários:

  1. As vezes, a gente só enxerga...não vê... e quando a visão clareia, a luz do entendimento se faz... muito lindo esse poema da tarde ...Encerro minha noite com ele...

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  2. Verdade amiga Sonia Pallone, forte abraço.

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Meus amigos e amigas sejam sempre bem vindos, eu agradeço aos gentis e inteligentes comentários no meu humilde espaço de reflexão, expressão e comunicação. Espero o seu retorno. Um forte abraço.

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