
"A bunda, que engraçada.
Está sempre sorrindo, nunca é trágica.
Não lhe importa o que vai
pela frente do corpo.
A bunda basta-se.
Existe algo mais?
Talvez os seios.
Ora - murmura a bunda - esses garotos
ainda lhes falta muito que estudar.
A bunda são duas luas gêmeas
em rotundo meneio.
Anda por sina cadência mimosa, no milagre
de ser duas em uma, plenamente.
A bunda se diverte
por conta própria. E ama.
Na cama agita-se.
Montanhas avolumam-se, descem.
Ondas batendo numa praia infinita.
Lá vai sorrindo a bunda.
Vai feliz
na carícia de ser e balançar
Esferas harmoniosas sobre o caos.
A bunda é a bunda
redunda."
Está sempre sorrindo, nunca é trágica.
Não lhe importa o que vai
pela frente do corpo.
A bunda basta-se.
Existe algo mais?
Talvez os seios.
Ora - murmura a bunda - esses garotos
ainda lhes falta muito que estudar.
A bunda são duas luas gêmeas
em rotundo meneio.
Anda por sina cadência mimosa, no milagre
de ser duas em uma, plenamente.
A bunda se diverte
por conta própria. E ama.
Na cama agita-se.
Montanhas avolumam-se, descem.
Ondas batendo numa praia infinita.
Lá vai sorrindo a bunda.
Vai feliz
na carícia de ser e balançar
Esferas harmoniosas sobre o caos.
A bunda é a bunda
redunda."
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Meu querido amigo!
ResponderExcluirO Grande e "erótico" Drummond! Diz também...
A Doce Bunda
No corpo feminino, esse retiro
— a doce bunda — é ainda o que prefiro.
A ela, meu mais íntimo suspiro,
pois tanto mais a apalpo quanto a miro.
Que tanto mais a quero, se me firo
em unhas protestantes, e respiro
a brisa dos planetas, no seu giro
lento, violento... Então, se ponho e tiro
a mão em concha — a mão, sábio papiro,
iluminando o gozo, qual lampiro,
ou se, dessedentado, já me estiro,
me penso, me restauro, me confiro,
o sentimento da morte eis que o adquiro:
de rola, a bunda torna-se vampiro.
Porém...
Cá entre nós:
Eu prefiro a doce bunda, no corpo masculino.
Oi,Carlos!Não conhecia esse poema do Carlos Drummond,pois é gostei dessa definição dele que a bunda são duas luas gêmeas.
ResponderExcluirCuide-se!
E um ótimo começo de semana!
Beijosss
....a foto...não quer dizer que Brasil está
ResponderExcluirno fundo....quer dizer...tá lá ...mas não tá....
....há...entendeu....Boa
Abraço
As duas imagens estão ótimas, e a segunda o fotógrafo pegou um momento interessante.
ResponderExcluirNão conhecia este poema.
abraço
Olá amigo, embora não conhecesse o poema e que gostei, adorei as imagens. É caso para dizer que não há bunda que aguente. Beijos com carinho
ResponderExcluirCoincidentemente um amigo postou esse poema também, acho que sexta feira.
ResponderExcluirEstão poeticamente ouriçados esses meninos, heim?
Boa semana, Carlos.
Beijo!!
Olá, Caurosa!
ResponderExcluirele é sempre genial, até quando fala de bundas!kkkk
Abçs!
Rike.
Gosto demais desse Drummond irreverente...
ResponderExcluirE a foto que você postou é a metáfora das metáforas. Genial.
Beijocas.
Caro amigo Carlos Rosa
ResponderExcluirNo Brasil a bunda abunda,
há bunda,mas tanta bunda,
que nos abundaciamos
mas nunca a pomos de banda.
Abração e parabéns pela lembrança do nosso abundante Drummond.
Um abraço.