segunda-feira, 8 de agosto de 2011



No descomeço era o verbo

No descomeço era o verbo.
Só depois é que veio o delírio do verbo.
O delírio do verbo estava no começo, lá, onde a criança diz:
eu escuto a cor dos passarinhos.
A criança não sabe que o verbo escutar não
Funciona para cor, mas para som.
Então se a criança muda a função de um verbo, ele delira.
E pois.
Em poesia que é voz de poeta,
que é a voz
De fazer nascimentos -
O verbo tem que pegar delírio.

Manoel de Barros

10 comentários:

  1. Bom estar aqui Carlos, sentindo o gostinho perene da sua poesia... Bjs.

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  2. Isto é maravilhoso!! A criança é pura no seu sentir e delirar nesse sentido é sublime!! Boa semana! Beijus,

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  3. Olá amigo
    Quando mais delirante é o verso, mais expressa a alma do poeta. Gostei.
    Abração

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  4. A criança é a verbalização do amor divino, somente, depois de cair na mão do homem, ela se significa por outros verbos. Abçs

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  5. Linda poesia trouxeste ! abração,chica

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  6. Olá, Carlos!

    As palavras ganham vida pela mão de quem as escreve, e nas mãos dum poeta elas são o que o poeta quiser.

    Abraço amigo.
    Vitor

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  7. A criança é pura e os verbos em si funcionam em todos os tempos menos no passado. A criança pinta o verbo de acordo com o seu sentir. Beijos com carinho

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  8. Passando apenas para desejar uma boa semana ... o último post que vi você parecia tristinho. Bjão e fique com Deus.

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  9. Meu querido sempre arrumando uma forma de poetizar.

    (...)

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  10. Olá Carlos.
    É um belo poema.
    Vim te deixar um beijinho.
    Feliz dia dos pais amigo.

    Beijinho

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Meus amigos e amigas sejam sempre bem vindos, eu agradeço aos gentis e inteligentes comentários no meu humilde espaço de reflexão, expressão e comunicação. Espero o seu retorno. Um forte abraço.

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