quarta-feira, 26 de outubro de 2011





Cai amplo o frio e eu durmo na tardança
De adormecer.
Sou, sem lar, nem conforto, nem esperança,
Nem desejo de os ter.
E um choro por meu ser me inunda
A imaginação.
Saudade vaga, anônima, profunda,
Náusea da indecisão.
Frio do Inverno duro, não te tira
Agasalho ou amor.
Dentro em meus ossos teu tremor delira.
Cessa, seja eu quem for!



Fernando Pessoa, 19-1-1931.





6 comentários:

  1. Tão Pessoa o verso "cessa, seja eu quem for!"
    Que bom gosto, Cau, trazer-nos o maior.

    Beijocas!

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  2. Meu querido, ler Pessoa é sempre um bálsamo para almas desassossegadas feito a minha. É momento de parar e sorver de tanta beleza.

    Que bom!
    Grata por isso.

    Beijos.

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  3. E pensar que ele escreveu estes versos a mais de 80 anos! Maravilhoso!! Beijus,

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  4. Professor Carlos!
    Grande abraço. Trazer o Fernando Pessoa é muito "Caurosa", viu? E como o poema do mestre fica bem por aqui!
    Grato por nos proporcionar.
    Adh

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  5. Fernando Pessoa!
    palavras plantadas há tanto tempo, mas que dão flores e frutos até hj..

    obrigada por mais este presente.

    bjs.Sol

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  6. °º♪♫
    °º✿♪♫
    º° ✿♫ ♪♫°
    Eu também gosto de Fernando Pessoa.
    Um ótimo mês de novembro!
    Beijinhos.
    Minas.°º♪♫
    °º✿♪♫
    º° ✿♫ ♪♫°

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Meus amigos e amigas sejam sempre bem vindos, eu agradeço aos gentis e inteligentes comentários no meu humilde espaço de reflexão, expressão e comunicação. Espero o seu retorno. Um forte abraço.

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