sábado, 16 de abril de 2011

Poema de Outono

(imagem by Hugo Rosa)

Quero apenas cinco coisas...

Primeiro é o amor sem fim;

A segunda é ver o outono;

A terceira é o grave inverno;

Em quarto lugar o verão;

A quinta coisa são teus olhos

Não quero dormir sem teus olhos.

Não quero ser... sem que me olhes.

Abro mão da primavera para que continues me olhando.

Pablo Neruda

14 comentários:

  1. Neruda inspiradíssimo! abraços,ótimo fds!chica

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  2. Outono que renova,,,de desfolha,,,que prepara pra recomeçar...abraços de bom sabado pra ti amigo...

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  3. Que lindo poema de Neruda! Sou fã desse grande poeta do amor.
    Bjos, amigo querido ;)

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  4. bela escolha pra um final de semana..

    obrigada pelo selinho..rs

    bjs.Sol

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  5. "Devolva o Neruda que você me tomou. E nunca leu. (Trocando em Miúdos - C.B. de Holanda).

    Abraços.

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  6. Carlos, desejos grandes das coisas mais simples, essa é a idéia que sempre me encantou.
    Bj e bom fds

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  7. Lindo poema!"Abro mão da primavera para que continues me olhando! Que lindo isso!Sempre abrimos mão de tantas coisas para termos quem amamos ao nosso lado.
    Beijosss

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  8. Isso que é amor. Adorei a escolha.
    Grande abraço

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  9. Olá amig...passando para desejar a você um lindo e maravilhoso dia...

    gostei da post.

    um abraço bem carinhoso.......xeroOoOo

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  10. Que lindo! Nunca tinha lido este.

    abraço

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  11. Maravilha é ler Neruda! Obrigada amigo.

    Beijos com carinho e abençoado domingo de Ramos.

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  12. Adorei e não conhecia este belo poema de Neruda.
    Grande abraço!

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  13. Amo esse poema, sua intensidade e o amor escancarado.

    Aonde se vende um amor assim? Quero comprar meia dúzia... Rsrs.

    Beijos, Carlos.
    Obrigada por nos brindar sempre com essas belezas.

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  14. Por acaso, tenho um poema marcado na Antologia Poetica de Pablo Neruda que vou copiar para que veja como ele amava as estações sob o prisma dos olhos de seu grande amor.

    Me lembro como eras no último outono.
    Eras a boina cinzenta e o coração em calma.
    Nos teus olhos brigavam as chamas do crepúsculo.
    E as folhas caíam na água da tua alma.

    Colada aos meus braços como uma trepadeira,
    as folhas recolhiam a tua voz lenta e em calma.
    Fogueira de espanto em que a minha sede ardia.
    Doce jacinto azul torcido sobre a minha alma.

    Sinto viajarem teus olhos e é distante o outono:
    boina cinzenta, voz de pássaro e coração de casa,
    para onde emigraram os meus profundos desejos
    e caíam os meus beijos alegres como brasas.

    Céu (visto) de um navio. Campo (visto) dos montes:
    tua lembrança é de luz, de fumaça, de lago em calma!
    Mais para lá dos teus olhos ardiam os crepúsculos.
    Folhas secas de outono giravam na tua alma.

    (O vinte poemas, p.43-44, Antologia Poética, José Olympio, 1994)

    Este livro está sempre em minha mesa, adoro! Recomendo, se gosta das poesias de Neruda!

    Boa semana! Beijus,

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