domingo, 2 de setembro de 2012

POEMA DA NOITE






Vacilei pelas ruas e as coisas: 
Nada contava nem tinha nome:
O mundo era do ar que esperava. 
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se despediam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado e decaído,
Tudo era inalienavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua pobreza
De dádivas encheram o outono.


Pablo Neruda

7 comentários:

  1. Meu amigo, um poema tão lindo e a imagem que você escolheu ficou de um encaixe excelente com os versos.

    Tenha uma deliciosa semana.
    Abraços.

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  2. Boa noite amigo Carlos. Parabéns pela vitória do teu Vascão... o meu tricolor só empatou... Bolinha manda agradecer pelos PARABÉNS... esse cachorro tá muito malandro (no bom sentido é claro). Tenha uma ótima semana.Abraços.

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  3. KKKKKK. Teu time é o ESTRELA SOLITÁRIA... que mico... desculpe, sei que é uma grande ofensa trocar os times... imagina se você me chama de COLORADO... prefiro a morte... mil perdão, mas o teu BOTAFOGO também ganhou né...

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  4. ...tão bom entrar em casa
    de amigo e encontrar
    Pablo Neruda pela
    madrugada afora!

    um beijo, poeta!!

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  5. Olá amigo, linda homenagem a Pablo Neruda que adorei. Beijos com carinho

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  6. Ler Neruda é a todo instante prazeroso. Canto mais romântico, esse.

    Beijo, querido amigo Glorioso.

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  7. Neruda, sem dúvida, nos envolve e nos inspira..
    parabéns pela escolha

    bjs.Sol

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Meus amigos e amigas sejam sempre bem vindos, eu agradeço aos gentis e inteligentes comentários no meu humilde espaço de reflexão, expressão e comunicação. Espero o seu retorno. Um forte abraço.

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